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Origem
No início do reinado de Carlos V da Espanha, chegaram à cidade espanhola de Córdoba, os embaixadores do rei de Marrocos, para serem recebidos pelo imperador. Um dos cavalos da expedição foi deixado numa pousada por estar sofrendo com cólicas, com a seguinte recomendação: "Cuide de éste caballo y, si viviera, quiéralo mucho, pues es del mejor linaje que tiene nuestro rey, ni tiene igual en toda Barbarie". O cavalo se recuperou e foi adquirido por um tropeiro de nome Guzmán, que o chamou com o mesmo nome "Guzmán". Posteriormente passou a pertencer a um nobre chamado Don Luiz Manrique, que era criador de cavalos. Guzmám foi cruzado com todas as éguas e as crias passaram a ter grande valor. Com a morte de Guzman, um de seus filhos passou a ser utilizado como semental. Com o nome de Manrique por homenagem ao dono, superava o pai pela perfeição dos aprumos. Com a morte do dono , os cavalos foram arrematados por Don Martín Fernandez de Córdoba. Com eles, Don Martín fez o mais perfeito criatório de Córdoba, cujas éguas foram chamadas de "cordobesas de casta fina". O
Duque de Sesa, Don Gonzalo, montou criatórios de cavalos com
éguas e garanhões de Don Martín Fernández,
que foram selecionados por o seu cavalariço Juan de Valenzuela.
Por isso o nome da raça "Valenzuela". Tudo indica
que a ficha técnica do cavalo Guzmán está incluída
no que se chama cavalo berberisco ou berebere. |